Escutando a mesma música em dois intercomunicadores!

Olá, tudo bem? Dessa vez nessa minha viagem de moto raiz para Santa Branca com a Yamaha FZ25 Connected na fase final de amaciamento, faço um big motovlog raiz para explicar como escutar a mesma música nos dois intercomunicadores do piloto e garupa.

Começo no portal de Salesópolis mostrando o ângulo mais bonito da FZ25. Logo depois acesso a Rodovia Nilo Máximo (SP-77) e já compartilho a super dica como escutar a mesma música em dois intercomunicadores V6 Plus ou compatíveis (Ejeas, Teleher, XiNOWy etc).

Continuo a viagem lembrando que é possível conectar um intercomunicador com dois aparelhos diferentes (celular, multimídia etc) e que não tem problema em usar o intercomunicador para escutar as orientações dos aplicativos de GPS.

Aproveito para compartilhar meu feedback sobre o uso do intercomunicador depois de alguns anos usando esse acessório, e termino falando que devemos desacelerar o ritmo das viagens devido aos riscos da velocidade excessiva nas estradas e rodovias.

Assista ao vídeo:

Santa Branca: A Guardiã Silenciosa das Águas Paulistas

No coração do Vale do Paraíba, entre serras que testemunharam ciclos históricos do café e da industrialização, Santa Branca emerge como um município de singela grandeza. Com aproximadamente 15 mil habitantes, esta cidade fundada em 1856 carrega nas ruas tranquilas e na fachada da Igreja Matriz de Santa Branca – erguida em devoção à rainha medieval Santa Branca de Castela – a memória de um Brasil interiorano que persiste com quieta dignidade.

Sua localização estratégica, a apenas 80 km da capital, esconde uma importância que transcende suas modestas proporções: Santa Branca é peça fundamental no abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo. O Rio Paraíba do Sul, que serpenteia pelo município, e o Reservatório de Santa Branca, integrante do vital Sistema Cantareira, transformaram a cidade em guardiã de recursos hídricos essenciais para milhões de paulistas. Este papel conferiu à comunidade não apenas responsabilidade ambiental, mas também uma conexão singular com a metrópole distante.

A paisagem local é marcada por contrastes poéticos: o espelho d’água do reservatório – onde pescadores artesanais mantêm tradições – encontra colinas verdejantes de mata atlântica secundária, com trilhas que levam a cachoeiras como a do Pinheiro, de águas frias e cristalinas. A natureza aqui não é espetacular, mas acolhedora; não impõe grandiosidade, mas convida à contemplação silenciosa.

Economicamente, Santa Branca ancora-se na pecuária leiteira, na agricultura familiar e num incipiente turismo de base comunitária. Seus moradores preservam sabores caipiras, como o arroz com peixe – aproveitando os recursos do rio – ou o leitão à pururuca, servido em restaurantes simples mas autênticos. Festas religiosas, como a da padroeira em agosto, e o carnaval de rua mantêm vivos os laços comunitários em uma era de individualismo.

Os desafios são os de tantas cidades pequenas: o êxodo jovem, a dependência de investimentos externos e a luta por infraestrutura. Mas seu potencial reside exatamente naquilo que grandes centros perderam: a humanidade do ritmo lento, a hospitalidade despretensiosa e a função ecológica crucial.

Visitar Santa Branca é mais que uma escapada; é um exercício de reconexão com as fontes literais e metafóricas que sustentam a vida paulista. Sem ostentações, a cidade oferece um lembrete necessário: às vezes, as maiores grandezas estão nos lugares mais quietos.

Para o viajante que busca sentido além do óbvio, Santa Branca espera – não com promessas de luxo ou aventuras radicais, mas com a poesia simples das águas, da história e da resistência silenciosa.

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