
A fabricante chinesa Geely, proprietária da tradicional Volvo, inaugurou sua primeira concessionária no Brasil, na cidade de Itu-SP, com dois lançamentos: o sedã EC7 e o compacto GC2. O primeiro começa a ser vendido em abril, enquanto o segundo chegará ao mercado em junho. Os dois modelos são montados no Uruguai e oferecem três anos de garantia.

De acordo com a marca – representada no País pelo grupo Gandini, o mesmo da Kia – até o final do ano, deverá haver um posicionamento oficial a respeito da construção de uma fábrica no Brasil. Alguns estados, como São Paulo, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais, já foram sondados, mas não há nada de concreto a respeito de investimento ou de quais carros seriam feitos por aqui. A possibilidade de fabricar em conjunto com a sueca Volvo também não foi descartada, explica Ivan Fonseca e Silva, presidente da Geely Motors do Brasil. Vale lembrar que futuramente, o sedã EC7 dividirá a mesma arquitetura modular do V40 lá fora.

Tanto o sedã EC7 como o compacto GC2 compartilham a mesma receita dos veículos de origem chinesa vendidos no Brasil: preço convidativo a um bom pacote de equipamentos. No caso, os valores ainda não foram confirmados – o que deverá acontecer apenas na época do lançamento oficial -, mas o três volumes deverá custar R$ 49.990, enquanto o hatch pequeno sairá por R$ 29.990. Caso o dólar aumente, os preços receberão um adicional de aproximadamente R$ 3.000.

O primeiro a chegar ao mercado, o EC7, é equipado com motor de 1,8 litro a gasolina 16 válvulas de 130 cv de potência. O câmbio é manual de cinco marchas. Em julho, o modelo ganhará motorização bicombustível e, em seguida, câmbio CVT. Com 4,63 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, o EC7 carrega 670 litros no bagageiro.

Entre os equipamentos de série, há ar-condicionado, direção hidráulica, coluna da direção com regulagem de altura, travas elétricas, rodas de liga-leve de 16 polegadas e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem.

E assim como os conterrâneos vendidos no mercado, fica devendo no encaixe e peças aparentes da cabine, apesar da tentativa da montadora em se diferenciar com a escolha de materiais mais nobres, como black piano.

Vai vender? – a Geely quer atingir a meta de 3.500 unidades comercializadas em 2014 dos dois modelos, por meio de 25 pontos de venda espalhados pelo País. É cedo para saber se os chineses da Geely vão consolidar sua presença no País, mas ainda há tempo para consertar deslizes que devem ser evitados pela boa reputação da marca, como os defeitos do acabamento da cabine.


Adorei as dicas, parabéns pelo blog.